Ser maior
Ordenas gentil: "poderei ser teu dono?"
Cinco da matina, passo o cabelo pela brisa,
Refresco o pensamento no doce hálito, e pergunto quem virá.
Na semântica do tempo, um esvair de sentidos,
Procuram folgas tardias, dentro de um bocejo torpe.
Era assim a vida, mas fê-la quem omite,
Que o passado lá atrás, foi estória por contar.
Quando o ser é maior, o ter nada importa,
É nobre e sombrio.
Enchendo a escuridão de sombras. Procuro a tua.
Imperas docemente, que desordem é esta?
Sem mágoa nem ira, nem pó antes do pó.
Cravada no papel, sinto, procuro e resisto,
Espaços desfocados à espera de ti. E de mim. E de mim.
E afinal, quem eras tu senão eu?
Aventura ávida e languida,
Olhares que se tocam, bocas sondando o apetecível,
Odores perdidos, relembrados.
Quando o ser é maior, o ter nada importa,
É nobre e sombrio.
Enchendo a escuridão de sombras. Procuro a tua.
Cinco da matina, passo o cabelo pela brisa,
Refresco o pensamento no doce hálito, e pergunto quem virá.
Na semântica do tempo, um esvair de sentidos,
Procuram folgas tardias, dentro de um bocejo torpe.
Era assim a vida, mas fê-la quem omite,
Que o passado lá atrás, foi estória por contar.
Quando o ser é maior, o ter nada importa,
É nobre e sombrio.
Enchendo a escuridão de sombras. Procuro a tua.
Imperas docemente, que desordem é esta?
Sem mágoa nem ira, nem pó antes do pó.
Cravada no papel, sinto, procuro e resisto,
Espaços desfocados à espera de ti. E de mim. E de mim.
E afinal, quem eras tu senão eu?
Aventura ávida e languida,
Olhares que se tocam, bocas sondando o apetecível,
Odores perdidos, relembrados.
Quando o ser é maior, o ter nada importa,
É nobre e sombrio.
Enchendo a escuridão de sombras. Procuro a tua.

