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terça-feira, novembro 29, 2005

D e uma das suas vozes

As ambiências mundanas assentam-nos no palato como urtigas, quando comparadas (será possível?) com o riff de uma baqueta numa viola baixo, o tilintar de 4 xilofones, ou mais ainda de uma invisível e invisual voz. De um deus. Não um qualquer deus pagão, mas a voz, e apenas ela, nos rasga da convencionalidade de milhares de anos. Com um peso indescritível. É um sopro, mais um gemido, e no fim, o que importa ter apenas um olho?, quando a omnipresença vocal nos assola e abraça num gesto terno e alienígena?
Para os amigos, apenas Jónsi.