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segunda-feira, março 31, 2008

Monumento de carne

E nisto o dia fecha-se em abóbada definitiva, enquanto os sons morrem sufocados em colunas críticas de fumo. O rio só traz poesia e veneno numa mistura química lânguida e demorada sobre o resto. O resto da vida que se escreve de olhos cobertos de nuvem. Aqui e ali vou-me inevitavelmente completando com um jardim, um caminho, um nome. Só. Sentido.
Escolho o regresso, não penso o tempo. A direcção que convém, e todos os gestos que me tornam assim, história. Em faces orientadas por sorrisos, crianças iluminam os sonhos com os seus gritos e eu amo a minha infância ocupada agora pelo inominável e informe desespero. Vejo-a na areia fina e num baloiço irrequieto. Vejo-a no céu e folheio retratos. As carnes tenras e as unhas negras e fortes, que deveriam durar tanto quanto duram três eternidades. E a aventura reincarna na demência porquanto o corpo se perde em escamas e algas. Seremos aquele cujo nome se dobra em esquecimento, a chafurdar no lodo recolhido. Uma lua destas, e seremos as traseiras do belo, o eterno clandestino, a ruína escrita em pedra.
Só aí os outros. As suas caras voltam-se em horror. O pestilento odor da nossa passagem, arrastando-se pelas ruas. A roupa cobre-nos as muitas primaveras e os choupos que já tombaram durante excertos da nossa brevidade. Um adágio de Outono. E é uma passadeira branca estendida como uma escadaria rolante. Edifica-se. Somos um zero fleumático, e eu sinto agora na fronte um calor azul, um brilhar incandescente, o zum zum da paragem cardíaca. Sim, o coração quando pára faz um som mudo e tudo o que desconhecemos se torna som e somos então verdade. A morte continua fora, mas o reduto é agora uma ilha, e a nossa pobreza é tão grande, tão imensa, que a humildade de se ser Homem fez de ti um verbo. E de mim peregrino.

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