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quarta-feira, agosto 31, 2005

Antes que anoiteça

“Passeio por ruas desmoronando-se

Em delapidados esgotos, por entre prédios de que se foge pois caem-nos em cima.

Por entre toscos rostos que nos medem e condenam, por entre lojas fechadas, mercados fechados, cinemas fechados, jardins fechados, cafés fechados, exibindo às vezes poeirentos cartazes justificativos.

Fechado para obras, fechado para renovação... Que género de renovação?

Quando termina a tal obra, a tal renovação? Quando sequer comecará?

Fechado, fechado, fechado, tudo fechado.

Chego, abro inúmeros cadeados, subo a correr a improvisada escadaria; ali está ela, esperando-me.

Encontro-a, destapo-a e contemplo a sua poeirenta e fria forma, sacudo o pó e acaricio-a.

Com pequenas palmadas limpo-lhe o lombo, a base, os lados.

Sinto-me desesperado, feliz a seu lado, de frente para ela passo as mãos pelo teclado e rapidamente tudo começa: com o ta-tá e o tilintar a música começa, pouco a pouco, agora mais rápida, agora a toda a velocidade.

Paredes, árvores, ruas, catedrais, rostos e praias. Celas, mini-celas, grandes celas, noites estreladas, pés descalços, pinhas, núvens, centenas, milhares, um milhão de papagaios, bancos e uma trepadeira. Tudo acode, tudo vem, tudo se aproxima.

As paredes recuam, o tecto some-se e flutuas naturalmente, flutuas desenraízado, flutuas arrancado, arrastado, elevado, levado, transportado, imortalizado e salvo.

Graças a essa inaudível e constante cadência, por essa música, por aquela ta-ta-tá incessante.”

RA

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Lá continuei o rewind. Abriste-me o apetite para investigar este reinaldo ;)

almost done!

beijos

00:35  

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