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quarta-feira, agosto 31, 2005

Fruits

Sublimes peças, que nunca foram cantadas
Nunca poderão florir, mesmo com parra pelo chão.
Tantas asas, que nunca encontram o caminho,
O tempo escasseia, o metal enferruja.
Lembramo-nos do estilo de um verão,
As crianças, as crianças...perdidas, sem saber o quê? Neste mundo só encontras o negrume de um céu, escondido nas folhas caídas de um esquecido céu, para que essas mesmas frutas floresçam, num laivo de céu.
Só te conheço com chuva a escorrer no hiato dos globos. Abre-os lentamente. Observa.
Nunca te poderão florir braços, pernas, membros. Nunca te poderão crescer sorrisos, invejas.
Nem num sábado de manhã, em que o bafo (sem aviso) da madrugada estendida noite dentro. Não parecia muito, mas quando me lembro, dessas pessoas e lugares, raramente estavam nos seus devidos lugares, nos seus lugares, naqueles lugares deles, ao sábado de manhã.
Expulsa as ausências, pensa nas histórias, nos tempos a nascerem a poente, a investirem de épocas e de serões, e de sábados de manhã. Como o nosso e os eternamente nossos.
Sei que sabes o meu nome, mas eu não sinto o mesmo. Não culparei a roda por rodar. E todas as minhas canções são graves, mas apenas te digo o que é novo pra mim, e verdadeiro. Porque a roda tem rodado, sem parar de rodar, nesta redoma...a girar, e a pender, ora pra ti, ora pra nós.

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