Diário de um tonto
Hoje foste minha. Como sempre foste, desde os primeiros murmúrios de alguém que nos habitou e nos tratava pelo nome. Foste bela e eterna, foste algo que esperava há muito. Minha. Por entre devaneios e seda escura, a minha mão estendeu-se sobre o teu rosto, e as palavras surgiram: «És a mulher mais cheia de tudo que sei!». E foi aqui que me amaste. Que confiaste, enfim.
Uma palavra a ti.
Uma palavra a ti.

