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domingo, dezembro 16, 2007

Apenas

Apenas a sombra do etéreo revela o que já um dia foste. Tudo. Apenas te observo daqui, deslumbrado, entre as descuidadas dobras de pedra e desmemoriadas águas do nosso infinito mar. Aquele junto ao qual demos as mãos, com as calças dobradas e o espaço em presença.
Revejo agora o alto das águas verdes de musgo. O caminho. No fundo, os corpos nus e desmembrados da loucura. Apenas a boca vibrante desse abismo onde te encontras agora deitada e é exaltação.
Apenas sinto o deserto com o seu vento fantasioso, sorrindo
aos corações das crianças. Elas, que seriam tanto de nós. Com aqueles caracóis dolorosos e os braços em sangue de tão finos.
Apenas desapareceste. É um pouco de ti, e misturas-te na lua que trago gravada no passado. É um erro pensar, desejar, sentir. A cabeça montada em rosas, que bebem do jeito de ser de uma delicadeza misteriosa, as árvores, a laranjeira junto à janela, a luz que entra permanentemente sobre os finos lençois. A fixa vontade extenuada. E tu outra vez com uma redundante negação.
É tempo. Apenas tempo de morrer no interior do vinho, cândido e ardente. Deixar em nós um fulgor de ausência e súbita
sombra de coral. E agora é só uma vida enterrada. Apenas

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