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domingo, fevereiro 12, 2006

Feito de pedra e dor



Se finalmente entrarmos no rumo da verdade, que cousas dirá quem não se engana com a mentira?

A própria epiderme lascada, certeza dúbia de encontros nefastos, os nossos. Já éramos quase sãos e, no entanto, ainda nos perguntava-mos se doía. "Dói-te?"..."E a ti?"
No agora intermitente das palavras, sai-me um "agora estou melhor!", meio enfadonho e negligente. Tu, nem metade conseguirás balbuciar, entre risos e dores, medos e humores. Dirás talvez "não te preocupes,parvo.Eu cá me arranjo!".

E é a última vez que te vejo, sem saber. E é o último beijo que me dás, indiferente. E vou por aquela rua, sozinho, outra vez.

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